sábado, 16 de abril de 2016

Tecnologia pode auxiliar na prevenção de acidentes do trabalho na indústria da construção

A utilização da tecnologia na indústria da construção pode proporcionar novidades eficazes e oferecer maior segurança aos trabalhadores na execução das atividades. Pode-se afirmar que diante dos riscos enfrentados no ambiente de trabalho, a tecnologia é hoje uma ferramenta de extrema importância, pois pode promover soluções e contribuições na prevenção dos acidentes.O Engenheiro Civil e de Segurança no Trabalho, José Carlos de Arruda Sampaio destacou que melhorar a capacitação e os processos de produção são meios para evitar a ocorrência de acidentes. Além disso, expôs inovações tecnológicas e ideias simples que podem ser implementadas nos locais de trabalho. A seguir, você pode conferir a matéria completa que evidencia os aspectos mencionados pelo Engenheiro, acerca das tecnologias na indústria  da construção.

Por ACS/ Fundacentro-DF*

A palestra de abertura do Vll CMATIC - Congresso Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção, ministrada pelo Engenheiro Civil e de Segurança no Trabalho, José Carlos de Arruda Sampaio, apresentou como a tecnologia pode auxiliar na prevenção de acidentes do trabalho na indústria da construção.

Sampaio destacou que por ano são em torno de 2 milhões de mortes por ano no mundo provenientes de acidentes no trabalho. Ele afirmou que acontecem por segundo pelo menos 153 acidentes com lesão em todo o planeta.
Através de fotos e explicações detalhadas, o engenheiro mostrou ao público inovações tecnológicas que podem salvar vidas e prevenir acidentes com lesões ou até fatais. Segundo ele " precisamos melhorar a capacitação do trabalhador e ainda melhorar os processos de produção para evitar que ocorram esses acidentes".
O ministrante apresentou ideias simples que vão desde a distribuição no canteiro de obras de sanitários portáteis - o que evitaria o deslocamento mais longo do operário na obra até um único lugar onde estariam os banheiros - até carrinhos elétricos no lugar do tradicional carrinho de mão, o que evitaria lesões por causa do peso deslocado pelo trabalhador.

Entrou na apresentação, ainda, projetos verificados na Europa ou países como os Estados Unidos e Gra-Bretanha, de transporte de peças pré-fabricadas de forma mais ergonômica, o que facilitaria para o trabalhador no deslocamento.
Um serra elétrica com dispositivo de proteção que trava o giro da serra em milissegundos quando em contato com a pele também foi apresentada. Isso evita a perda de um membro ou até mesmo cortes profundos na mão do operário. O equipamento custa em torno de U$ 4 mil nos Estados Unidos.
Escadas metálicas para a transposição de pavimentos também evitariam que o trabalhador ou outro profissional precisassem se equilibrar para deslocamento na obra, bem como escadas com plataformas acopladas para a realização de pequenos serviços.
Sampaio ainda destacou através de fotos a experiência de outros países sobre Riscos Químicos, como por exemplo, uma câmara de refúgio para escavações subterrâneas que poderia ser utilizado em emergências quando fosse detectada a presença de fumaça ou gases. Recurso principalmente para ser observado em obras com escavações.
Entre outras tecnologias mostradas, também aparecem os drones para inspeção de campo e sistemas de alarmes sonoros nos veículos para evitar o risco de colisão nas aproximações dentro dos canteiros de obras.

*Colaborador para o VII CMATIC - jornalista Rogério Lisbôa - Reg. Prof. 3222/DF

Referência:  www.fundacentro.gov.br

Por : Danielle Almeida



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