A norma regulamentadora 10 (NR 10) estabelece
os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de
controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos
trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas
e serviços com eletricidade. Esta
NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo,
incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das
instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades,
observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos
competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais
cabíveis.
Em todas as intervenções em instalações elétricas
devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de
outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a
garantir a segurança e a saúde no trabalho.
Em referência a isso foi ministrada uma palestra por Maurício José
Viana, Fundacentro/CRPE, sobre Instalações Elétricas Temporárias na Industria da
Construção no VII CMATIC.
Uma matéria completa sobre o tema abordado na palestra foi publicada
no site da Fundacentro, confira:
Por ACS/ Fundacentro-DF* em
15/04/2016
O palestrante Maurício José Viana,
Fundacentro/CRPE, ministrou nesta quinta-feira (14) a palestra Instalações
Elétricas Temporárias na Indústria da Construção no VII CMATIC – Congresso
Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da
Construção.
Na apresentação o engenheiro destacou
que só em 2014 foram 627 acidentes fatais contra 592 mortes no ano de 2013.
Viana destaca a ética profissional, a
competência, habilidade e a preservação da segurança do trabalho como
essenciais para a execução de trabalhos em instalações elétricas com
preservação da vida. Ele lembra, ainda, que a maioria dos acidentes elétricos
domésticos é exatamente pela falta de cuidado com a energia elétrica. “Nós
brincamos com a energia elétrica e ela não aceita brincadeiras”, destaca.
Durante a apresentação foram
apresentadas fotos com exemplo práticos de acidentes elétricos como nos
chamados Barreros - pequenos açudes no Nordeste do país em que se utiliza uma
bomba hidráulica para se puxar água mas que o isolamento elétrico é
inexistente.
Ele ainda alertou como principais
causas dos acidentes com energia as falhas em treinamento do trabalhador, falta
de supervisão e ainda instalações e manutenção precárias. “Até mesmo a própria
saúde do trabalhador, se ele não estiver bem e desmaiar, pode fazer com que
ocorra um grave acidente, por isso a importância de se ter a saúde sendo
acompanhada no canteiro de obras”, diz.
Entre os riscos mais casuais para
choques com energia elétrica, o engenheiro destaca os aparelhos
eletrodomésticos, torneiras e chuveiros, luminárias, postes energizados e ainda
fios e cabos com isolamento deficiente.
Maurício Viana alertou para a
importância do aterramento elétrico no canteiro de obras como fim de proteção
da vida do trabalhador e também dos próprios equipamentos utilizados na obra.
Ele afirma que os projetos neste sentido devem ser apresentados de acordo com
as normas da ABNT. Deu exemplo de sistema TT de Aterramento, designação técnica
para um sistema conhecido da área.
Ele criticou o que considera “pouca
relevância por parte dos gestores com relação ao quesito segurança do
trabalho”. Para ele não só o empregador deve fiscalizar se o operário utiliza
ou não o equipamento, mas o próprio trabalhador tem que se conscientizar da
importância desse ato.
Maurício propõe que a ANEEL - Agência
Nacional de Energia Elétrica, condicione o ligamento público de energia somente
após a apresentação de um projeto detalhado de redução de acidentes com
eletricidade da obra. Ele ainda destacou a necessidade de aprovação de um
projeto de instalação e uso obrigatório do chamado DR – Dispositivo Diferencial
Residual, um dispositivo que desativa automaticamente a rede residencial se
houver algum problema com a parte elétrica da residência. Também lembrou da
necessidade de todos os órgãos envolvidos como Tribunal Superior do Trabalho,
Fundacentro e outras instituições na necessidade de acompanhar de perto a
questão de segurança e acidentes do trabalho como forma preventiva.
*Colaborador para o VII CMATIC –
jornalista Rogério Lisbôa Reg. Prof. 3222/DF
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| Fonte: Fundacentro.gov.br |
Por: Érica Batista

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