domingo, 17 de abril de 2016

Com eletricidade não se brinca!

A norma regulamentadora 10 (NR 10) estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Esta NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis. 
Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. 
Em referência a isso foi ministrada uma palestra por Maurício José Viana, Fundacentro/CRPE, sobre Instalações Elétricas Temporárias na Industria da Construção no VII CMATIC.
Uma matéria completa sobre o tema abordado na palestra foi publicada no site da Fundacentro, confira:

Por ACS/ Fundacentro-DF* em 15/04/2016

O palestrante Maurício José Viana, Fundacentro/CRPE, ministrou nesta quinta-feira (14) a palestra Instalações Elétricas Temporárias na Indústria da Construção no VII CMATIC – Congresso Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção.
Na apresentação o engenheiro destacou que só em 2014 foram 627 acidentes fatais contra 592 mortes no ano de 2013.
Viana destaca a ética profissional, a competência, habilidade e a preservação da segurança do trabalho como essenciais para a execução de trabalhos em instalações elétricas com preservação da vida. Ele lembra, ainda, que a maioria dos acidentes elétricos domésticos é exatamente pela falta de cuidado com a energia elétrica. “Nós brincamos com a energia elétrica e ela não aceita brincadeiras”, destaca.
Durante a apresentação foram apresentadas fotos com exemplo práticos de acidentes elétricos como nos chamados Barreros - pequenos açudes no Nordeste do país em que se utiliza uma bomba hidráulica para se puxar água mas que o isolamento elétrico é inexistente.
Ele ainda alertou como principais causas dos acidentes com energia as falhas em treinamento do trabalhador, falta de supervisão e ainda instalações e manutenção precárias. “Até mesmo a própria saúde do trabalhador, se ele não estiver bem e desmaiar, pode fazer com que ocorra um grave acidente, por isso a importância de se ter a saúde sendo acompanhada no canteiro de obras”, diz.
Entre os riscos mais casuais para choques com energia elétrica, o engenheiro destaca os aparelhos eletrodomésticos, torneiras e chuveiros, luminárias, postes energizados e ainda fios e cabos com isolamento deficiente.
Maurício Viana alertou para a importância do aterramento elétrico no canteiro de obras como fim de proteção da vida do trabalhador e também dos próprios equipamentos utilizados na obra. Ele afirma que os projetos neste sentido devem ser apresentados de acordo com as normas da ABNT. Deu exemplo de sistema TT de Aterramento, designação técnica para um sistema conhecido da área.
Ele criticou o que considera “pouca relevância por parte dos gestores com relação ao quesito segurança do trabalho”. Para ele não só o empregador deve fiscalizar se o operário utiliza ou não o equipamento, mas o próprio trabalhador tem que se conscientizar da importância desse ato.
Maurício propõe que a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, condicione o ligamento público de energia somente após a apresentação de um projeto detalhado de redução de acidentes com eletricidade da obra. Ele ainda destacou a necessidade de aprovação de um projeto de instalação e uso obrigatório do chamado DR – Dispositivo Diferencial Residual, um dispositivo que desativa automaticamente a rede residencial se houver algum problema com a parte elétrica da residência. Também lembrou da necessidade de todos os órgãos envolvidos como Tribunal Superior do Trabalho, Fundacentro e outras instituições na necessidade de acompanhar de perto a questão de segurança e acidentes do trabalho como forma preventiva.

*Colaborador para o VII CMATIC – jornalista Rogério Lisbôa Reg. Prof. 3222/DF

Fonte: Fundacentro.gov.br
Por: Érica Batista


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