quarta-feira, 20 de abril de 2016

Mapas de Risco

O mapa de riscos corresponde à representação gráfica dos riscos existentes nos locais de trabalho, na empresa ou instituição. Estabelece a obrigatoriedade da elaboração por parte das empresas, cujo grau de risco e número de empregados requisite a constituição da Comissão Interna de Prevenção de Acidente, conforme a NR-05. Dessa forma, o mapa de risco visa reunir as informações necessárias para avaliar a situação de segurança e saúde no trabalho na empresa, como também visa possibilitar a divulgação de informação entre os trabalhadores e estimular a participação nas atividades de prevenção.
O artigo elaborado por Denise Ransolin Soranso, Franciane Baroni Zandonadi e  Vitor Augusto Ceribino Pereira aborda sobre a iconologia operária para mapas de riscos , ou seja , refere-se a interpretação dos ícones e símbolos utilizados nos mapas de riscos elaborados.
“Devido à necessidade de se criar uma nova metodologia, que mapeasse os riscos ambientais dos locais de trabalho, nasceu em 1992 o Mapa de Risco. Um tipo de representação gráfica que se dá pela utilização de figuras geométricas, que normalmente não é percebida pelo trabalhador leigo. Para tal, este trabalho teve como objetivo confeccionar um novo mapa de risco, utilizando-se da visão dos trabalhadores aos riscos existentes no ambiente de trabalho. Através de um processo que contou com cinco etapas, pode-se elaborar um novo mapa de risco com total participação de 27 trabalhadores de uma empresa de aviação situada no município de Alta Floresta – MT. Fazendo o reconhecimento do local verificou-se a presença de diversos riscos, que posteriormente foram transformados em ícones que na percepção dos trabalhadores fosse melhores representados. Em seguida, foi confeccionando um novo mapa de risco através da percepção de risco que cada sujeito identificou em seu ambiente de trabalho. O mapa de risco elaborado quando comparado ao mapa já existente na empresa teve maior aprovação, devido sua linguagem simples e clara.”

O artigo completo encontra-se disponível no link abaixo:
Artigo


Por: Danielle Almeida

terça-feira, 19 de abril de 2016

Artigo: O dilema da saúde e segurança no trabalho nas cooperativas

Em qualquer assunto ligado à obrigatoriedade e necessidade na vida humana, é importante conhecermos o que fomentou essas discussões chegando a elaboração de normas e até leis. Para isso estamos compartilhando uma artigo sobre esse dilema da higiene e segurança no trabalho, observando, principalmente, os pontos históricos em relação à posição das cooperativas e instituições nos tempos passados. É sempre bom lembrar os princípios básicos e originais, para que não esqueçamos e procuremos sempre evoluir no aspecto do bem estar do trabalhador.

Para que possam entender melhor do que se trata leia o resumo do próprio artigo abaixo:

"Este artigo discute a importância que a temática da saúde e segurança no trabalho tem para as cooperativas industriais. Para tanto, foi realizado um levantamento histórico da saúde e segurança laboral no Brasil e no mundo, traçando um paralelo com as revoluções ocorridas no mundo do trabalho ao longo dos tempos e com os principais modelos de produção daí resultantes. Para compreender a situação problema, foram realizadas entrevistas com os representantes das instituições de apoio OCB e UNISOL BRASIL. O estudo buscou verificar se as empresas recuperadas que participam do cooperativismo industrial, por serem provenientes de empresas capitalistas e já terem vivenciado o dia a dia de uma CIPA, estariam mais atentas à temática da saúde e segurança no trabalho. Constatou-se que, apesar de tais cooperativas considerarem o tema importante, este é trabalhado de forma incipiente dentro das organizações cooperativas e instituições de apoio."

Para poder ler completo, clique aqui : Artigo

Por: Ana Maria Fér

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Estatísticas de Fiscalização em SST

O Ministério do Trabalho e Emprego divulga os resultados da Fiscalização em Segurança e Saúde no Trabalho no Brasil desde o ano de 1996.

A divulgação dos resultados permite uma melhor compreensão a cerca do quanto a Segurança e a Saúde no Trabalho precisam melhorar, a fim de tornar esses números os menores possíveis.

A Tabela 1 e a Tabela 2 mostram o acumulado do mês de janeiro ao mês de outubro dos anos de 2014 e 2015, respectivamente, consolidadas por setores econômicos.

Tabela 1: Janeiro a Outubro de 2014


Tabela 2: Janeiro a Outubro de 2015

De maneira geral, percebe-se que o total de cada item diminuiu, no entanto, não significa que os acidentes reduziram, como se pode verificar na última coluna. O fato das ações fiscais, os trabalhadores alcançados, as notificações, autuações e embargos/interdições terem diminuído pode indicar uma redução na fiscalização, o que não é desejado. Já os acidentes analisados permitem analisar se as devidas medidas preventivas estão sendo tomadas.

Por: Letícia Góis.

domingo, 17 de abril de 2016

Com eletricidade não se brinca!

A norma regulamentadora 10 (NR 10) estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. Esta NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis. 
Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. 
Em referência a isso foi ministrada uma palestra por Maurício José Viana, Fundacentro/CRPE, sobre Instalações Elétricas Temporárias na Industria da Construção no VII CMATIC.
Uma matéria completa sobre o tema abordado na palestra foi publicada no site da Fundacentro, confira:

Por ACS/ Fundacentro-DF* em 15/04/2016

O palestrante Maurício José Viana, Fundacentro/CRPE, ministrou nesta quinta-feira (14) a palestra Instalações Elétricas Temporárias na Indústria da Construção no VII CMATIC – Congresso Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção.
Na apresentação o engenheiro destacou que só em 2014 foram 627 acidentes fatais contra 592 mortes no ano de 2013.
Viana destaca a ética profissional, a competência, habilidade e a preservação da segurança do trabalho como essenciais para a execução de trabalhos em instalações elétricas com preservação da vida. Ele lembra, ainda, que a maioria dos acidentes elétricos domésticos é exatamente pela falta de cuidado com a energia elétrica. “Nós brincamos com a energia elétrica e ela não aceita brincadeiras”, destaca.
Durante a apresentação foram apresentadas fotos com exemplo práticos de acidentes elétricos como nos chamados Barreros - pequenos açudes no Nordeste do país em que se utiliza uma bomba hidráulica para se puxar água mas que o isolamento elétrico é inexistente.
Ele ainda alertou como principais causas dos acidentes com energia as falhas em treinamento do trabalhador, falta de supervisão e ainda instalações e manutenção precárias. “Até mesmo a própria saúde do trabalhador, se ele não estiver bem e desmaiar, pode fazer com que ocorra um grave acidente, por isso a importância de se ter a saúde sendo acompanhada no canteiro de obras”, diz.
Entre os riscos mais casuais para choques com energia elétrica, o engenheiro destaca os aparelhos eletrodomésticos, torneiras e chuveiros, luminárias, postes energizados e ainda fios e cabos com isolamento deficiente.
Maurício Viana alertou para a importância do aterramento elétrico no canteiro de obras como fim de proteção da vida do trabalhador e também dos próprios equipamentos utilizados na obra. Ele afirma que os projetos neste sentido devem ser apresentados de acordo com as normas da ABNT. Deu exemplo de sistema TT de Aterramento, designação técnica para um sistema conhecido da área.
Ele criticou o que considera “pouca relevância por parte dos gestores com relação ao quesito segurança do trabalho”. Para ele não só o empregador deve fiscalizar se o operário utiliza ou não o equipamento, mas o próprio trabalhador tem que se conscientizar da importância desse ato.
Maurício propõe que a ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, condicione o ligamento público de energia somente após a apresentação de um projeto detalhado de redução de acidentes com eletricidade da obra. Ele ainda destacou a necessidade de aprovação de um projeto de instalação e uso obrigatório do chamado DR – Dispositivo Diferencial Residual, um dispositivo que desativa automaticamente a rede residencial se houver algum problema com a parte elétrica da residência. Também lembrou da necessidade de todos os órgãos envolvidos como Tribunal Superior do Trabalho, Fundacentro e outras instituições na necessidade de acompanhar de perto a questão de segurança e acidentes do trabalho como forma preventiva.

*Colaborador para o VII CMATIC – jornalista Rogério Lisbôa Reg. Prof. 3222/DF

Fonte: Fundacentro.gov.br
Por: Érica Batista


Proteção contra incêndios

A Norma Regulamentadora que rege a proteção contra incêndios é de número 23, a qual dispõe de medidas preventivas adequadas para o ambiente de trabalho. Algumas exigências são solicitadas de maneira especial, como o revestimento de portas e paredes, construção de paredes contra fogo, diques e outros anteparos, além de ter que garantir a fácil circulação, corredores de acesso e saídas amplas e protegidas com sinalização adequada.

Todos os locais de trabalho devem possuir:

  • proteção contra incêndio;
  • saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio;
  • equipamento suficiente para combater o fogo em seu início;
  • pessoas treinadas no uso correto desses equipamentos.


  • Saídas de Emergência:
    Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas, de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência.

    O sentido de abertura da porta não poderá ser para o interior do local de trabalho.

    As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.

















    Portas (condições de passagem):
    As portas de saída devem ser de batentes, ou portas corrediças horizontais, a critério da autoridade competente em segurança do trabalho.

    Todas as portas de batente, tanto as de saída como as de comunicações internas, devem:
    • abrir no sentido da saída;
    • situar-se de tal modo que, ao se abrirem, não impeçam as vias de passagem.












    Nenhuma porta de entrada, ou saída, ou de emergência de um estabelecimento ou local de trabalho, deverá ser fechada a chave, aferrolhada, ou presa durante as horas de trabalho.

    Durante as horas de trabalho, poderão ser fechadas com dispositivos de segurança, que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento, ou do local de trabalho.

    Em hipótese alguma as portas de emergência deverão ser fechadas pelo lado externo, mesmo fora do horário de trabalho.

    Exercício de alerta:
    Os exercícios de combate ao fogo deverão ser feitos periodicamente, objetivando:
    • que o pessoal grave o significado do sinal de alarme;
    • que a evacuação do local se faça em boa ordem;
    • que seja evitado qualquer pânico;
    • que sejam atribuídas tarefas e responsabilidades específicas aos empregados;
    • que seja verificado se a sirene de alarme foi ouvida em todas as áreas. 
    Os exercícios deverão ser realizados sob a direção de um grupo de pessoas, capazes de prepará-los e dirigi-los, comportando um chefe e ajudantes em número necessário, segundo as características do estabelecimento.

    Os planos de exercício de alerta deverão ser preparados como se fossem para um caso real de incêndio.

    Classes de fogo:
    Será adotada, para efeito de facilidade na aplicação das presentes disposições, a seguinte classificação de fogo:

    Classe A - são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibras, etc.;
    Classe B - são considerados inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleo, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.;
    Classe C - quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.;
    Classe D - elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio.

    Extinção por meio de água:
    Nos estabelecimentos industriais de 50 (cinquenta) ou mais empregados, deve haver um aprisionamento conveniente de água sob pressão, a fim de, a qualquer tempo, extinguir os começos de fogo de Classe A.

    Os pontos de captação de água deverão ser facilmente acessíveis, e situados ou protegidos de maneira a não poderem ser danificados.
    Os chuveiros automáticos, conhecidos como "splinklers", devem ter seus registros sempre abertos e só poderão ser fechados em casos de manutenção ou inspeção, com ordem da pessoa responsável.



    Extintores portáteis:
    Todos os estabelecimentos, mesmo os dotados de chuveiros automáticos, deverão ser providos de extintores portáteis, a fim de combater o fogo em seu início. Tais aparelhos devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir.  

    Figura 1: Tabela Prática de Classes de Fogo x Extintores
    Fonte: guiatrabalhista.com.br

    Inspeção dos extintores:
    Todo extintor deverá ter 1 (uma) ficha de controle de inspeção. 

    Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês, examinando-se o seu aspecto externo, os lacres, os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado, verificando se o bico e válvulas de alívio não estão entupidos.

    Cada extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa ao seu bojo, com data em que foi carregado, data para recarga e número de identificação. Essa etiqueta deverá ser protegida convenientemente a fim de evitar que esses dados sejam danificados.

    As operações de recarga dos extintores deverão ser feitas de acordo com normas técnicas oficiais vigentes no País.

    Localização e sinalização dos extintores:
    Os extintores deverão ser colocados em locais:
    • de fácil visualização;
    • de fácil acesso;
    • onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso. 
    Os locais destinados aos extintores devem ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta larga, vermelha, com bordas amarelas.

    Deverá ser pintada de vermelho uma larga área do piso embaixo do extintor, a qual não poderá ser obstruída por forma nenhuma. Essa área deverá ser no mínimo de 1,00 m x 1,00 m (um metro x um metro).




    Sistemas de alarme:
    Nos estabelecimentos de riscos elevados ou médios, deverá haver um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da construção.

    Cada pavimento do estabelecimento deverá ser provido de um número suficiente de pontos capazes de pôr em ação o sistema de alarme adotado.

    As campainhas ou sirenes de alarme deverão emitir um som distinto em tonalidade e altura de todos os outros dispositivos acústicos do estabelecimento.

    Os botões de acionamento de alarme devem ser colocados nas áreas comuns dos acessos dos pavimentos.

    Os botões de acionamento devem ser colocados em lugar visível e no interior de caixas lacradas com tampa de vidro ou plástico, facilmente quebrável. Esta caixa deverá conter a inscrição "Quebrar em caso de emergência".



    Por: Letícia Góis.

    sábado, 16 de abril de 2016

    Tecnologia pode auxiliar na prevenção de acidentes do trabalho na indústria da construção

    A utilização da tecnologia na indústria da construção pode proporcionar novidades eficazes e oferecer maior segurança aos trabalhadores na execução das atividades. Pode-se afirmar que diante dos riscos enfrentados no ambiente de trabalho, a tecnologia é hoje uma ferramenta de extrema importância, pois pode promover soluções e contribuições na prevenção dos acidentes.O Engenheiro Civil e de Segurança no Trabalho, José Carlos de Arruda Sampaio destacou que melhorar a capacitação e os processos de produção são meios para evitar a ocorrência de acidentes. Além disso, expôs inovações tecnológicas e ideias simples que podem ser implementadas nos locais de trabalho. A seguir, você pode conferir a matéria completa que evidencia os aspectos mencionados pelo Engenheiro, acerca das tecnologias na indústria  da construção.

    Por ACS/ Fundacentro-DF*

    A palestra de abertura do Vll CMATIC - Congresso Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção, ministrada pelo Engenheiro Civil e de Segurança no Trabalho, José Carlos de Arruda Sampaio, apresentou como a tecnologia pode auxiliar na prevenção de acidentes do trabalho na indústria da construção.

    Sampaio destacou que por ano são em torno de 2 milhões de mortes por ano no mundo provenientes de acidentes no trabalho. Ele afirmou que acontecem por segundo pelo menos 153 acidentes com lesão em todo o planeta.
    Através de fotos e explicações detalhadas, o engenheiro mostrou ao público inovações tecnológicas que podem salvar vidas e prevenir acidentes com lesões ou até fatais. Segundo ele " precisamos melhorar a capacitação do trabalhador e ainda melhorar os processos de produção para evitar que ocorram esses acidentes".
    O ministrante apresentou ideias simples que vão desde a distribuição no canteiro de obras de sanitários portáteis - o que evitaria o deslocamento mais longo do operário na obra até um único lugar onde estariam os banheiros - até carrinhos elétricos no lugar do tradicional carrinho de mão, o que evitaria lesões por causa do peso deslocado pelo trabalhador.

    Entrou na apresentação, ainda, projetos verificados na Europa ou países como os Estados Unidos e Gra-Bretanha, de transporte de peças pré-fabricadas de forma mais ergonômica, o que facilitaria para o trabalhador no deslocamento.
    Um serra elétrica com dispositivo de proteção que trava o giro da serra em milissegundos quando em contato com a pele também foi apresentada. Isso evita a perda de um membro ou até mesmo cortes profundos na mão do operário. O equipamento custa em torno de U$ 4 mil nos Estados Unidos.
    Escadas metálicas para a transposição de pavimentos também evitariam que o trabalhador ou outro profissional precisassem se equilibrar para deslocamento na obra, bem como escadas com plataformas acopladas para a realização de pequenos serviços.
    Sampaio ainda destacou através de fotos a experiência de outros países sobre Riscos Químicos, como por exemplo, uma câmara de refúgio para escavações subterrâneas que poderia ser utilizado em emergências quando fosse detectada a presença de fumaça ou gases. Recurso principalmente para ser observado em obras com escavações.
    Entre outras tecnologias mostradas, também aparecem os drones para inspeção de campo e sistemas de alarmes sonoros nos veículos para evitar o risco de colisão nas aproximações dentro dos canteiros de obras.

    *Colaborador para o VII CMATIC - jornalista Rogério Lisbôa - Reg. Prof. 3222/DF

    Referência:  www.fundacentro.gov.br

    Por : Danielle Almeida



    Dica de Evento: Palestra fala sobre os riscos no ambiente ocupacional e fora dele

    Se liga galera de Sâo Paulo fica atenta às palestras que acontecem  no Fundacentro todas as segunda, mais informações abaixo:

    Para o mês de abril, os temas abordados serão os seguintes:
    18 - “Base de dados em Saúde”, apresentado por Elisabeth Biruel, pesquisadora da BIREME – OPS-OMS
    25 - "História da Ciência: uma área interdisciplinar", apresentado por Maria Helena Beltran, professora do Programa da História da Ciência da PUC/SP
    A inscrição é gratuita. Mais informações poderão ser obtidas no Serviço de Eventos da Fundacentro, pelos telefones: (11) 3066.6323/6116 ou por email: sev@fundacentro.gov.br.
    Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição que está disponível no site da Fundacentro, em Eventos/Calendário.

    Veja mais informações sobre o tema da palestras:
    Foto: Evilyn Cristhina da Silva
    Por ACS/R.M* em 15/04/2016 no site fundacentro
    Em 3 de dezembro de 1984, em Bhopal, na Índia, 40 toneladas de gases tóxicos vazaram na fábrica de pesticidas da empresa norte-americana Union Carbide, considerado o maior desastre industrial e químico ocorrido até hoje, quando mais de 500 mil pessoas foram expostas aos gases. Foi após esse desastre que as autoridades perceberam que algo dentro do ambiente ocupacional pode causar efeito no ambiente externo. Essas questões foram apresentadas pela farmacêutica e bioquímica, mestre em Saúde Pública, Rubia Kuno, no Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação da Fundacentro, na segunda-feira, dia 11 de abril.
    Rubia conta que sempre defendeu a ideia de que não há separação entre o ambiente ocupacional e ambiental, ou seja, os riscos que existem no ambiente de trabalho podem ser levados para o externo, que foi o que acontecei na Índia. O acidente não afetou apenas os trabalhadores da empresa, mas a população que morava ao redor. Pensando nisso ela apresentou a palestra “Indicadores biológicos de exposição: ocupacional x ambiental”.
    Os trabalhadores e a população em geral podem estar expostos a produtos contaminantes que são liberados de uma mesma fonte. A exposição dos trabalhadores normalmente é mais elevada, porém o tempo de exposição acaba sendo maior fora do ambiente ocupacional que é cerca de 8 horas por dia, no ambiental esse tempo é de 24 horas.
    A avaliação da exposição humana a contaminantes, presentes no ambiente externo e no ambiente de trabalho, é estimada a partir de medidas periódicas das concentrações dos contaminantes em amostras colhidas no ambiente como ar, água e solo. O método é chamado de monitorização ambiental e pode ser realizado a partir de determinada substância química na população exposta, sendo a biomonitorização humana.
    Os materiais biológicos usados para a biomonitorização humana são o sangue, urina, leite humano, ar exalado, saliva, sêmen e unha, sendo esses três últimos os menos utilizados. O método de avaliação de saúde e controle das exposições mostra as semelhanças entre essa exposição tanto no ocupacional quanto ambiental. O que indica que a fonte de contaminação nos dois ambientes é a mesma.
    O projeto tem como objetivo prevenir a exposição excessiva dos agentes químicos que podem provocar efeitos nocivos, agudos ou crônicos nos indivíduos expostos. E perceber o quanto os riscos ocupacionais interferem na população ao redor.
    A pesquisa mostra que no âmbito ocupacional, a biomonitorização humana é considerada um instrumento importante para avaliar riscos à saúde. Além disso, traz a necessidade de se buscar mais informações sobre os efeitos na saúde dos diferentes contaminantes ambientais e melhorar a interpretação dos dados de biomonitoramento.
    Os Seminários de Pesquisa serão realizados sempre às segundas-feiras, das 10h30 às 12h30, nas salas 7 e 8 no andar térreo, na Fundacentro em São Paulo.
    Por: Ana Maria Fér